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07/12/2017
TRABALHADOR DEVE SE PLANEJAR COMPLEMENTAR A RENDA

Definir quando se aposentar e com que nível de renda vai ficar são os primeiros passos para planejar a aposentadoria. 
Previdência Social foi criada para assegurar certa tranquilidade financeira na velhice ou em momentos imprevistos, como morte, doença ou invalidez, o que não é a primeira preocupação da maioria dos brasileiros. Muitos só deixam para se importar com essas questões quando elas estão na iminência de acontecer ou já ocorreram, momento em que já é tarde demais para preparar uma reserva financeira suficiente para amparar o beneficiário e sua família.
Com o empenho do governo em realizar uma reforma da Previdência, os trabalhadores devem ficar atentos às possíveis mudanças e planejar maneiras para garantir um complemento da renda. De acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira, haverá perdas nesse processo e poupar para o futuro passa a ser uma necessidade.
Domingos aponta que a aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), muito importante para os brasileiros, não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida dos seus beneficiários - a maioria dos beneficiários recebe apenas um salário mínimo e o valor máximo do benefício é R$ 5.531,31. Inclusive, ele lembra que uma pesquisa do SPC Brasil mostrou que mais de um terço (33,9%) dos aposentados brasileiros continuam trabalhando para complementar a renda.
"É importante ter consciência que mesmo tendo trabalhado a vida toda com carteira assinada, contribuindo para o INSS, a quantia recebida dificilmente será suficiente", explica o educador financeiro.
Padrão de vida
O primeiro passo, segundo Domingos, é pensar no padrão de vida que deseja ter após se aposentar. "Tenha em mente também que o quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e atingir a quantia desejada. Há diversas modalidades de investimentos adequadas para a aposentadoria, como previdência privada e Tesouro Direto. Vale a pena conhecer um pouco mais a respeito", recomenda.
Há diversas planilhas disponíveis na internet que ajudam a fazer esse cálculo. É preciso considerar primeiro, com que idade o cidadão planeja se aposentar e qual o valor mensal necessário para manter o nível de vida que se pretende ter nessa fase - considerando todas as despesas que possam surgir, como tratamentos médicos.
Com essas informações em mãos, é preciso estimar a expectativa de vida, para chegar ao montante necessário a ser usufruído durante todo o tempo restante de vida. É recomendável ser conservador nesse ponto, estimando que vá viver até, pelo menos, 90 anos.
Definida a meta do patrimônio a ser construído, o cidadão deve calcular quanto tempo ainda tem para poupar até se aposentar. Em seguida, dividir esse valor em contribuições mensais a serem realizadas em diversos tipos de aplicação, como Tesouro Direto, previdência privada, letras de crédito, entre outros.
A partir daí, é colocar em prática o planejamento, que deve ser revisto de tempos em tempos, considerando mudanças salariais e capacidade de poupar. Caso seja constatado que não será possível guardar o suficiente, talvez seja necessário deixar para se aposentar alguns anos depois.
Fonte: Diário do Nordeste

 

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