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12/07/2017
REFORMA EXIGE POUPANÇA EXTRA PARA GARANTIR FUTURO

 

Proposta do governo dificulta e adia aposentadoria, o que impõe planejamento rigoroso

 

A proposta de reforma da Previdência, encaminhada recentemente ao Congresso, vai tornar ainda mais difícil a aposentadoria no País.

Caso sejam aprovadas, as mudanças exigirão do brasileiro um planejamento maior e mais rigoroso. Entre as mudanças contidas na proposta estão a ampliação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos e a exigência de um período de contribuição de 49 anos para se ter direito ao benefício integral. 

Diante da iminência da aprovação da reforma, a indicação de especialistas é a de que o trabalhador passe a planejar essa fase da vida com bastante antecedência, buscando alternativas para não depender apenas da Previdência Social para compor os seus rendimentos ao se aposentar.

Para o economista Erick Herbert Thau, diretor da área de finanças corporativas da Técnica Finance Advisory e sócio da Salix Group Investimentos, o assunto é mais complexo do que se imagina.

“Não faz parte da cultura de grande parte da população brasileira a elaboração de um planejamento financeiro, principalmente a parcela de menor renda, que tem menor acesso à educação e que é mais dependente da Previdência Social”, afirma ele.

A opinião é compartilhada por Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira. “Apesar de muito importante, a renda advinda da Previdência Social não garante, por si só, tranquilidade aos brasileiros. E a reforma deve aumentar esse impacto, já que as mudanças nas regras podem provocar perdas para boa parte dos trabalhadores”.

Recente pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que mais de um terço dos idosos que já estão aposentados (33,9%) continuam exercendo alguma atividade profissional. Destes, 46,9% o fazem por necessidade, alegando que o benefício não basta para pagar as contas e despesas pessoais.

Com este cenário, os especialistas ressaltam que o planejamento e a economia para o futuro passam a ser uma real necessidade. “Essa economia deve ser pensada o quanto antes, se possível desde o primeiro emprego, sendo ele formal ou informal. Desde tal momento, é preciso criar a cultura de não se gastar mais do que se ganha”, afirma Thau.

Poupe 

O economista recomenda que se poupe no mínimo 20% da renda mensal obtida, separando e priorizando os gastos em essenciais, como moradia, saúde, transporte e alimentação; e supérfluos, com o lazer em excesso, a aquisição de produtos sem a real necessidade para tê-los, entre outros. “Traçar esse perfil financeiro é uma forma eficaz de ver onde cada um gasta, facilitando a percepção de onde o dinheiro pode estar escoando”.

O advogado e consultor previdenciário Thiago Luchin, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, ressalta que planejar aposentadoria é fundamental para todos os cidadãos, independente da classe social ou função. “Assim, o segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) saberá com precisão quando e quanto ele irá receber”. 

Culturalmente, o brasileiro costuma deixar tudo para última hora, e com a entrada no pedido de aposentadoria não é diferente, revela o consultor.

“De uma maneira geral, as pessoas começam a pensar na aposentadoria apenas quando estão próximas de um dos requisitos, normalmente a idade, por volta dos 50 ou 60 anos”, diz ele. “Isto ocorre principalmente por falta de educação previdenciária, fator totalmente inexistente em nosso País que pode fazer o cenário piorar caso a reforma seja aprovada nos próximos meses. Em alguns casos, pensar em aposentadoria tardiamente pode levar a prejuízos financeiros irrecuperáveis”, alerta o especialista.

De acordo com Domingos, “nesse processo de planejamento, ter definidas a idade com que se almeja aposentar e qual o padrão de vida se pretende ter nessa época são fundamentais para se chegar a um valor mensal a ser alcançado”.

Capital acumulado

Para chegar a esse valor, explica Domingos, “será preciso acumular um capital que renda o dobro do que se deseja ter mensalmente. Assim, caso queira obter uma retirada de R$ 2 mil por mês nessa aposentadoria privada, seus investimentos terão de render R$ 4 mil mensais, de modo que você sacará metade e deixará a outra metade rendendo, para que o dinheiro se recapitalize e se preserve”.

Analise alternativas

Tão importante quanto poupar é saber onde investir os recursos economizados, visando uma aposentadoria tranquila. Há algumas opções existentes e a escolha da estratégia vai de acordo com o perfil e o conhecimento de cada pessoa.

O economista Erick Thau recomenda que quem não teve uma educação financeira de qualidade e desconhece produtos alternativos de investimento busque a previdência privada. Apesar de, em termos de investimento, ter uma rentabilidade inferior a outros produtos, exige menor dedicação de acompanhamento por parte do investidor.

Na visão de Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), a reforma pode sim ampliar a captação líquida de recursos no mercado de previdência complementar em 2017. “Não esperamos uma avalanche nas captações, até porque os níveis de renda e de emprego não estão ajudando muito, mas deve acelerar com certeza”, afirma Franco.

A entidade prevê que as captações este ano avancem de 22% a 24%. E, para 2017, tem a expectativa de que suba para pelo menos 25% .Já para os que detêm conhecimento financeiro, o economista ressalta que há opções mais rentáveis, como títulos públicos e LCI e LCA (Letras do Crédito Imobiliário ou Agrário). “São alternativas que necessitam de maior acompanhamento e dedicação do investidor para verificar as rentabilidades e mudar de investimento, caso o produto selecionado mude de perfil”.

Ele recomenda uma criteriosa avaliação por parte do investidor em fatores como liquidez, taxas cobradas pelas corretoras ou pelo banco e rentabilidade real para o prazo desejado antes da tomada de decisão.

O especialista em finanças Reinaldo Domingos complementa que há ações, destinando apenas 10% dos recursos devido ao risco da aplicação.

Quem optar por títulos do Tesouro Direto deve saber que há diversas opções com risco parecido ao da poupança e com variadas rentabilidades, com títulos indexados ao índice de inflação (IPCA) ou à taxa Selic e os prefixados, onde no momento do investimento a pessoa já toma ciência de quanto serão seus ganhos.

Independentemente da escolha, os especialistas citam como fundamental a disciplina e o foco permanente nos objetivos planejados. “Quanto antes você pensar em seu futuro, mais fácil será para poupar dinheiro e alcançar a quantia desejada”, afirma Domingos. Thiago Luchin alerta que este é o momento de projetar a aposentadoria. “Não espere pelas mudanças, pois como o próprio presidente Michel Temer afirmou recentemente, elas serão duras e não pouparão ninguém”.

Fonte: A Tribuna

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