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19/12/2016
REFORMA DÁ GÁS ÀS APLICAÇÕES NA PREVIDÊNCIA

A tradicional corrida de fim de ano para aplicar em fundos de previdência privada — para usar o 13º e aproveitar o benefício tributário no Imposto de Renda (IR) — ganhou impulso extra. A proposta de reforma da Previdência Social apresentada pelo governo no início do mês vai dificultar a vida de quem conta apenas com a aposentadoria oficial, aumentando a necessidade de complementar a renda. A mudança acontece justamente quando novas regras, que entraram em vigor há alguns meses, flexibilizaram as estratégia de investimento dos fundos abertos de previdência, proporcionando portfólios mais ousados e com maior potencial de ganhos. Esse cenário aumentou o interesse de gestoras independentes para esse mercado, dando ao poupador outras opções além dos bancos de varejo.
— A indústria de fundos de previdência privada vive o mesmo processo pelo qual passaram os fundos de investimento tradicionais há uma década. Hoje, ela ainda é muitíssimo concentrada nos grandes bancos, que fazem a gestão dos seus próprios fundos. Mas, aos poucos, assets independentes estão trazendo o diferencial de gestão mais ativa e diversificada — explica Felipe Bottino, gerente de produtos de previdência da Icatu Seguros, que trabalha com mais de 40 gestores independentes entre os fundos que oferece, incluindo multimercados de casas como Verde, Adam e Canvas.
Gestoras como essas estão de olho em um dos poucos filões do mercado que vem mostrando crescimento inabalável. Por ser uma aplicação de longuíssimo prazo e desincentivar o resgate em menos de dez anos — a maioria dos aplicadores opta pela tabela regressiva, que faz o IR cair de 35% para 10% após esse período —, pouca gente hoje retira o dinheiro aplicado na previdência.
Segundo os números da Anbima, associação das instituições financeiras, a categoria registrou captação líquida (aportes menos resgates) de R$ 38 bilhões no ano até novembro, alta de 7,7%. Foi o melhor desempenho do mercado, batendo a expansão de 2,8% dos fundos de renda fixa. Este mês, a previdência privada atingiu pela primeira vez o patrimônio de R$ 600 bilhões, mais que o triplo do dos fundos de investimento em ações (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander concentram mais de R$ 510 bilhões). A previsão do Fenaprevi, que representa o setor, é que as captações saltem entre 22% e 24% em 2017.
— A previdência é a única categoria em que as pessoas estão colocando dinheiro. Há uma oportunidade muito grande para gestoras independentes crescerem nesse segmento, apostando em gestão ativa e taxas menores que as cobradas pelos bancos — diz Marcos Fritzen, diretor de Operações e Riscos na Quantitas, asset gaúcha que gere R$ 607 milhões nesses fundos.
Os investidores devem ficar atentos, porém, às taxas: fundos mais agressivos costumam cobrar mais. Especialistas recomendam acompanhar de perto a rentabilidade para saber se a ousadia vale a pena.
FUNDOS MULTIMERCADOS: CRESCIMENTO FORTE
Esses novos gestores vêm mudando o perfil dos fundos de previdência. Os que aplicam exclusivamente em renda fixa ainda são soberanos, concentrando 96% do mercado. Mas os fundos de previdência multimercados têm crescido em ritmo acelerado. Nos últimos 12 meses, seu patrimônio saltou 53%, para R$ 15,3 bilhões. Eles têm mais flexibilidade para investir.
Essa liberdade aumentou em maio, quando entrou em vigor a resolução 4.444 do Conselho Monetário Nacional (CMN). A norma permitiu aos fundos abertos aplicar até 10% do patrimônio no exterior, apostar em fundos de índice (os ETFs) e em Certificados de Operações Estruturadas (COE), títulos que combinam uma série de investimentos num só papel. Outra novidade é o aumento do limite de investimentos em ações, de 49% para 70% (aplicador do varejo) e até 100% (investidor qualificado) — mas isso precisa ser regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A Mongeral Aegon vai lançar em 2017 um fundo de previdência aberta no exterior, aproveitando a nova legislação e a experiência que já tem com três fundos desse tipo no mercado de previdência fechada (fundos de pensão), segundo o diretor de Investimentos, Cláudio Pires.
— A 4.444 ampliou o leque de possibilidades, e essa diversificação parece fazer todo o sentido para os investidores que buscam portfólios com retorno mais atraente. O bom desempenho da Bolsa este ano está reabrindo o apetite para aplicações de maior risco, tendência que deve aumentar com a redução da taxa de juros — observa Maurício Lima, da Western Asset, que gere R$ 3 bilhões em previdência aberta.

Segundo Fausto Silva, gestor de Renda Fixa da XP Gestão, a portabilidade (mudar os recursos de fundo) tem sido um importante meio de captação, porque muitos clientes têm buscado uma gestão mais ativa. A XP investiu este ano na criação de uma plataforma aberta on-line com fundos geridos por diversas casas independentes, como o da Ibiúna.
O empresário Clide Zelazo, de 62 anos, dono da empresa de eventos turísticos Bike Vip Club, tem sua previdência privada gerida pela Verde, em fundo multimercado do Icatu. Ele diz ter sido atraído por uma gestão mais dinâmica e um atendimento mais personalizado do que em um banco.
— Escolhi um fundo que acho que vai olhar cada cenário em detalhe e escolher as melhores estratégias. Como não sou do mercado financeiro, vejo esse tipo de gestão como ter um personal trainer.
Zelazo gosta de aplicar em previdência privada por duas razões. Uma é que esses fundos não passam por inventário e podem ser resgatados rapidamente por parentes em caso de morte. O outro motivo é a vantagem tributária.
Há dois tipos de previdência: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O primeiro é indicado para quem declara pelo modelo completo e permite abater da base de cálculo do IR os aportes feitos ao plano, no limite de 12% da renda bruta tributável. Assim, quem tiver renda de R$ 100 mil no ano e aplicar R$ 12 mil no PGBL, pagará IR sobre apenas R$ 88 mil. Na prática, o imposto é adiado, pois, na hora de usufruir o benefício, o IR incidirá sobre o valor total aplicado e também sobre os rendimentos.
Apesar do avanço das independentes, as gestoras tradicionais não podem reclamar. A Brasilprev, do BB, cresceu mais de 30% em 2016 e deve fechar o ano com R$ 200 bilhões em ativos. Para seu presidente, Paulo Valle, isso é fruto da maior educação financeira do brasileiro.
Fonte: Globo.com

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