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06/06/2017
COMO A REFORMA DA PREVIDÊNCIA AFETA AS MULHERES

A reforma da Previdência é hoje uma realidade. Não há como lutar contra ela sem entrarmos em rota de colisão com um futuro sombrio para nossos filhos e netos. Como disse há pouco tempo Fabio Giambiagi em sua coluna no jornal O Globo, sem esta reforma, o Brasil de 2040 e 2050 será “lúgubre”.

No entanto, em meio às batalhas no Congresso e nas ruas em torno do tema, um assunto salta os olhos: a reforma prejudica as mulheres?
Muitos acusam a reforma de tratar de forma igual aqueles que são desiguais. E os dados deixam isso claro: a mulher tem uma jornada de trabalho maior do que a do homem –7,5 horas a mais do que os homens por semana, dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Além disso, ela ainda recebe 76,1% do salário dos homens –IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Muitas mulheres questionaram a justiça da igualdade de critérios da aposentadoria, quando as realidades de homens e mulheres ainda são tão diferentes.
O relator da reforma na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), realizou uma série de mudanças no projeto original enviado pelo governo. A mais relevante delas reduz a idade mínima da aposentadoria para mulheres de 65 para 62 anos, mantendo os 65 anos para os homens, além de regras de transição mais suaves.
Ainda há tempo pela frente para vermos se a proposta será ou não aprovada. Mas, como mulher e especialista em educação financeira, torço para que o seja. Sem a reforma, corremos o risco de entrar em uma situação das contas públicas tenebrosa. E, com ela, teremos que aceitar um fato que já era realidade há muito tempo: não dá para contar apenas com o INSS para termos uma aposentadoria digna.
Que o digam os brasileiros que se aposentaram recentemente, sem o endurecimento das regras proposto pelo governo. Ao conversar com qualquer aposentado pelo INSS, o sentimento é apenas 1: frustração. Poucos são os privilegiados que conseguem se aposentar da forma como planejavam. A grande maioria sai com uma aposentadoria muito menor do que sonhava. A média da aposentadoria do setor público é de R$ 9.000, enquanto a do setor privado é de R$ 1.600. Para servidores do Ministério Público, ela chega a R$ 30.000.
O problema que não foi tratado foi a Previdência do setor público, que gasta R$ 115 bilhões por ano com 1 milhão de aposentados, enquanto o setor privado gasta R$ 500 bilhões com 33 milhões de aposentados. A reforma ideal deveria incluir o setor público.
É para isto que devemos lutar –mas enquanto não chegamos lá, precisamos lidar com a realidade conforme ela se apresenta. E a melhor forma de fazê-lo é assumindo o controle das nossas finanças e começar a poupar. A cultura de poupança do brasileiro é quase inexistente: a taxa de poupança hoje é de apenas 14% do PIB, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Em países onde não há um sistema de previdência social, como a China, esta taxa sobe a 48%.
Precisamos aprender a poupar. Duro, em um país onde a regra é parcelar e o mantra é que “dinheiro é para usar”. Mas não tem outro jeito. Especialmente para mulheres, que vivem por mais tempo e ganham menos do que os homens: agora, mais do que nunca, é essencial se organizar para poupar dinheiro com regularidade, investir bem e assumir o controle sobre o seu futuro.
Há um longo caminho pela frente. De acordo com os dados mais recentes, as mulheres são apenas 24% dos investidores no Tesouro Direto, e 23% na BM&FBovespa. Mas as notícias são animadoras: em março, as mulheres foram 68% dos novos investidores no Tesouro Direto.
Após a aprovação da Reforma da Previdência, fica uma regra: mulher nenhuma pode se dar ao luxo de não começar a pensar o quanto antes na sua aposentadoria. É a única forma de não ficar em uma situação extremamente vulnerável.
Fonte: Poder 360 – Artigo de Carolina Ruhman Sandler

 

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